Era uma vez, em um reino não muito distante, um rei muito sábio: Colin, o Intelectual. Um rei muito amado por todos os seus súditos porque, além de muito bem educado, ele era muito charmoso. Era o tipo de pessoa que gostava de conversar com todo mundo sobre qualquer coisa. De fato, o cara era muito praça. O rei Colin tinha um único defeito: ele sempre perdia o senso quando preocupado com sua adorável filha, a princesa Jonny, a mais linda garota de seu tempo. Jonny tinha aperfeiçoado a beleza de Branca de Neve, porém tinha o senso de Cachinhos Dourados, e a vaidade digna de uma rainha má. Quem quer que tivesse a sorte de ver Jonny, pensaria que sua vaidade não era uma falha de caráter, mas apenas autoconsciência.
Quando a princesa Jonny fez quinze anos de idade, ganhou de seu orgulhoso pai o mais precioso anel de diamantes que anteriormente fora de sua avó. Jonny não se continha em mostrar seu agora adornado, belo, longo, e fino dedo para a apreciação e inveja de todos. Jonny vagava por todos os cantos com sua mais nova jóia, dentro e fora do palácio, escoltada ou não. Jonny! Que cabeça-de-vento!
Um dia, Jonny estava brincando sozinha com sua pipa perto da lagoa, logo ali fora do palácio, quando o impensável aconteceu. A linha da pipa enrolou-se em torno do dedo da garota. Ela teve grande dificuldade de desenrolar, e quando conseguiu, o anel de diamantes escorregou de seu dedo, caiu direto na lagoa e submergiu na água.
“Ih! Agora fudeu! Como eu vou explicar isso pro meu pai? Ele nunca vai me perdoar! Hum! Tive uma idéia.”
A princesa rasga suas roupas, suja seu rosto, membros, e cabelo com lama. Quando satisfeita, ela sorri, não malignamente, porque Jonny é só uma garota sem noção. Depois ela corre de volta pro palácio, gritando e chorando.
Quando Jonny encontra seu pai, toda a corte já está em polvorosa. Todos estão reunidos na sala do trono esperando para saber o que aconteceu. O próprio rei está prestes a chorar.
“Paiiiii!!!!! Eu fui estuprada!!!”
“Oh! Infâmia! Desonra! Vergonha! Desgraça!” A multidão exclama, grita, chora, etc.
“Oh! Minha filha! Minha preciosa! Luz da minha vida! Quem fez isto? Quem foi o monstro? Foi só um homem ou foi uma curra? Você pode me dar detalhes?”
Agora Jonny está muito surpresa. Tudo o que a garota queria era ficar livre de qualquer responsabilidade. Ela não esperava ser obrigada a detalhar coisa alguma. Jonny pensa rápido e manda:
“Ai! Paií! Foi horrível! Por favor, não me faça contar mais! Eu fui estuprada e meu anel foi roubado!”
Mas o rei Colin é um homem muito curioso e justo, ele não pode aceitar ignorância e injustiça.
“Eu sinto muito minha querida, mas eu tenho que saber quem fez esta monstruosidade contra você, com detalhes, e punir o criminoso.”
“Ai, tá bem! … Foi só um homem. E ele não era nem muito alto, nem muito baixo; não era nem muito escuro, nem muito claro; não era nem muito gordo, nem muito magro. Ai, paií! Eu tô traumatizada, eu não lembro! Tudo o que posso dizer é que ele me estuprou e roubou meu anel!”
“Ok, querida. Não se preocupe, meu bem. Esse marginal será perseguido, encontrado, preso, e torturado. Punido, como não! Pelo bem da justiça!”
“É! Tortura! Tortura! Aham. Justiça! Justiça!” A multidão clama.
“Mas pai! O cara já deve ter fugido, você não vai pegar ele.”
“Não diga isso, Jonny. Você não confia na polícia deste país? Aonde este crime tão excitante ... quero dizer ... este crime tão horrendo aconteceu?”
“Na lagoa.”
“Ele deve estar lá ainda. Estupradores são tão arrogantes! Guardas! Vocês ouviram a descrição pobre que minha filha deu de seu violador. Tragam qualquer um que se encaixe nesse perfil.”
Meia hora depois, os guardas retornam trazendo um homem: baixo, branco feito parede, e seco feito espeto. Depois de checar suas feições, o rei Colin repreende os guardas.
“Este homem não chega nem perto da descrição que minha filha deu! Explique esta arbitrariedade, Senhor Godrich.”
“Vossa Majestade, este homem foi encontrado na lagoa e ele estava com o anel.”
“Ah! Estava com o anel!? Como você se explica, senhor?”
“Yorke, Vossa Majestade. Eu não sou um estuprador. Só encontrei o anel dentro da barriga de um peixe, eu sou um pescador, por isto estava na lagoa.”
“Eu nunca ouvi em toda a minha vida uma explicação mais sucinta e razoável. Você não poderia dar uma explicação mais detalhada? Quero dizer, com detalhes sórdidos. Você é obviamente culpado! Mas eu sou um rei muito justo. Você terá sua chance de provar sua inocência. Guardas, entreguem este homem ao carrasco.”
Após uma hora de boas pancadas, o senhor Yorke já fizera as pazes com sua consciência para a idéia de que, de fato, ele é um estuprador. Ele diz ao carrasco real:
“Ok, senhor Selway. O senhor é um homem tão persuasivo. Eu gostaria de falar com Sua Majestade agora. Tenho uma confissão a fazer.”
“Obrigado, senhor Yorke. Eu sei que seu elogio é sincero. Porrar é a minha paixão na vida.”
De volta a sala do trono, todo mundo reunido novamente.
“Vossa Majestade, eu peço desculpas. Eu deveria ter-lhe dito a verdade no primeiro momento, mas a minha natureza cavalheiresca me fez mentir para proteger uma dama. A verdade é que eu tracei sua filha. Ela é muito gostosa, então, eu comi ela legal, várias vezes, até dizer ‘chega’. Ela é insaciável. Eu não quis de início, pensei que seria desrespeitoso. Eu, um pescador, foder uma princesa. Mas todo mundo deve ter percebido que o que Jonny quer Jonny consegue.”
“Esta é uma explicação bastante detalhada e sórdida, mas o que o senhor tem para corroborar seu depoimento?”
“Oh! Meu rei! Claro, o senhor não tem que acreditar em mim. Mas o senhor pode ver com seus próprios olhos se há qualquer sinal de que a princesa tenha sido violentada.”
“Doutor O’Brien! Você tem sido o único homem em quem eu sempre pude confiar em todo este reino. Como meu médico, eu ordeno que você examine Jonny e defina a verdade.”
Um tempo depois, mesma sala, mesmo tudo.
O senhor O’Brien conhecera Jonny desde sempre e a amava como se ela fosse sua própria filha. No entanto, ele jamais pôde mentir para o seu rei, seu melhor amigo, seu confidente, você entendeu. Não quando o rei Colin lhe dá aquele olhar. É impossível mentir para aqueles olhos verdes, faiscantes, enormes, aqueles olhos de coruja.
“Eu examinei a Sua Alteza, e de fato ela não é mais virgem. No entanto, não há sinais de violência nela. Eu sinto muito, Jonny é uma periguete.”
Alguém lá na multidão espirra “A rainha do boquete!”
“Jonny, o que você tem a dizer em sua defesa?”
“Ôxi! Paiê, eu sou uma princesa muito bem educada! Eu prefiro músicos.”
“Resposta errada, garota! Você não sabe que músicos adoram falar de suas vidas sexuais? Pra que você acha que serve um chofer? Um pescador, Jonny! Isto é baixo demais até para uma princesa inglesa! Senhor Selway, eu ordeno que você corte a cabeça de Jonny! Senhor Yorke, eu lhe devo uma grande desculpa. Em pagamento por seu sofrimento, aqui, tome o anel de minha filha, é seu. O senhor está inocentado, pode ir.”
E é por isso que o nome de Jonny foi apagado dos livros de contos de fadas sobre lindas princesas.
Meses após este incidente constrangedor, na mesma lagoa. Em um iate enorme.
“E aí, Yorke. Tu vai ou não vai me contar? Tu comeu mesmo a princesa?”
“Tu quer mesmo saber a verdade, Stan? Pois eu vou te contar. Mas não espalha. Tenho uma reputação a preservar. Eu estava no meu barco, na lagoa, pescando como sempre. Aquele dia foi o pior em meses, eu peguei só um peixe, e só porque já estava morto, flutuando, coitado. Minha barriga roncando. Voltei pra casa, abri o bucho do bicho, encontrei o anel lá, voltei pra lagoa. Pensei que poderia vender o anel pra algum nobre mané, não sabe? Rapá, eu nunca tinha visto a princesa antes! Ela é mesmo gostosa. Perdão, era. Aquela eu pegava, oh, se não!? É essa a estória toda. Mas todo mundo só quer saber de sexo e violência e não de conto de pescador.”
Pseudônimo: Black Swan
Música:How I Made My Millions
AUTOR : Lily Yorke Fayke
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário